Ypiranga(N)/RJ [BRA]

Atualizado em 16/04/2012
Nome Oficial Ypiranga Football Club
Fundação  18/08/1912
Status Atual  Extinto
Endereço  Rua São Lourenço
Bairro  São Lourenço
Cidade  Niterói
Estado  Rio de Janeiro
CEP 
País  Brasil
Retrospecto  Clique aqui para ver todos os campeonatos com participação deste time
Localização 
Telefone 
Apelido  O Clube Indígena
Mascote  Índio
Uniforme  Vermelho e preto
Equipe Ranqueada  Ypiranga(N)
Site Oficial 
Outros Sites 
Outros Sites 
Estádios 
Campo da Rua São Lourenço, Niterói/RJ, Brasil
Campo da Rua 1º de Maio, Niterói/RJ, Brasil
Histórico 
No dia 18 de agosto de 1912 no bairro do Fonseca, Niterói, um grupo de desportistas fundou o Ypiranga Football Club. As cores escolhidas para a fundação foram o azul e branco, e o primeiro uniforme camisas brancas com uma faixa horizontal azul (semelhante ao do Olaria).

O Ypiranga se tornaria rubro-negro apenas em 1921. No dia 3 de abril daquele ano o clube niteroiense recebeu a visita ilustre do poderoso Flamengo. Após a disputa o Ypiranga, que já vinha cogitando mudar de cores (Canto do Rio e Barreto já eram azuis), decidiu adotar as cores e uniforme idênticos ao do Flamengo.

Outro ano importante para o Ypiranga é 1925: o clube fez uma fusão - na verdade absorção - com o América F.C. niteroiense e ficou com a sede e campo desse, entre as ruas São Lourenço e Indígena, no bairro de São Lourenço, de onde nunca mais sairia. O nome da rua motivou seu apelido e seu mascote: "O Clube Indígena".

Em casa nova, logo em 1926 o clube começaria a sua fase dourada, vencendo o título da Associação Nictheroyense. No mesmo ano conseguiria uma vitória impressionante: 2 a 1 sobre o Botafogo, que fora a Niterói em disputa amistosa.

O clube seria vice em 1927 e 1928, este último doído, após perder os pontos de uma partida decisiva para o Byron - os ypiranguenses jamais se conformariam, e se entitulariam campeões morais desse ano para sempre, frequentemente com apoio da imprensa.

A tristeza seria amenizada com um grande tricampeonato, em 1929/30/31, lembrando que o título de 1930 foi dividido com o Fluminense Atlético. O ano de 1929, então, foi impressionante: o clube goleava impiedosamente os seus adversários niteroienses, por 8, 9, 10 gols, com um desempenho infernal da dupla de ataque Manoelzinho e Oscarino. Falando neles, em 1930 o clube ainda teve a glória, provavelmente jamais igualada, de ser o único clube de Niterói a ceder jogadores para a Copa do Mundo, quando os dois craques ypiranguenses foram convocados.

Outra seleção, a niteroiense, teve bem mais que um dedo do Ypiranga: quase metade dos atletas da Seleção de Niterói tetracampeã estadual de 1928/29/30/31 eram do Ypiranga.

Outro momento marcante do clube foi em 1931: o clube transformou o campo da Rua São Lourenço no Estádio Luso-Brasileiro, e inaugurou os refletores com uma partida amistosa contra o São Cristóvão, então forte equie carioca. O resultado: vitória rubro-negra por impressionantes 11 a 5!

Embora o uniforme "flamenguista" seja famoso, é curioso lembrar que no período mágico de 1928 a 1931 o clube utilizou um outro padrão de uniforme: inteiramente vermelho com uma faixa horizontal preta e escudo no peito, sendo que a separação entre o vermelho e preto do escudo e do uniforme ficavam perfeitamente alinhados. Completavam o uniforme os calções brancos e golas e punhos negros, uma combinação muito bonita. Talvez o Ypiranga tentasse ter uma "cara" mais própria, lembrando que o padrão era o mesmo da fundação. Porém, a partir de 1932, o uniforme "flamenguista" foi readotado e provavelmente jamais mudado novamente.

Em 1934 o Ypiranga tornou-se um clube profissional, e conquistou os títulos dessa categoria de Niterói em 1935 e 1936. O clube poderia ter participado do campeonato dos campeões da FBF, mas o Aliança, de Campos, foi em seu lugar em episódio que motivou tensão entre a liga de Niterói e a Federação Fluminense, e levando o clube a abandonar o profissionalismo já em 1937.

Na década de 40 o clube diminuiu o ritmo. Embora continuasse forte, desenvolveu uma tendência a decepcionar e terminar em segundo ou terceiro lugar. Apenas em 1949 quebrou o jejum, conquistando um emocionante título em final contra o Fonseca. Em 1953 arriscou-se novamente no profissionalismo: foi campeão em 1958, mas antes de disputar as finais do estadual desistiu do regime remunerado, cedendo sua vaga ao vice Manufatora, que ironicamente conquistou o título máximo do Estado do Rio. De volta ao amadorismo, foi campeão em 1965 e 1967, e já sem o mesmo prestígio e dinheiro, decidiu abandonar as competições adultas em 1970. Totalmente falido, perdeu o Estádio Luso-Brasileiro em 1975, e em seu lugar hoje existe uma subestação de energia elétrica. Parte da sede, o ginásio, também foi desmontada, e hoje existem lojas por lá.

O clube foi (provavelmente) extinto na década de 80.

Fonte dos escudos, do uniforme e do texto: Auriel de Almeida

Redesenho de uniforme e escudo: Antonio Ielo

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